Nome:
Local: Refugio das Caravelas, Paraty - RJ, Brazil

O Veleiro CHAMPAGNE é um sloop Cal de 30´ano 1986. Esta comigo desde 1999 e atualmente esta apoitado na Marina Refúgio das Caravelas em Paraty. Somente a partir de 2002 há registros das viagens na internet. Antes desta passagem pela Região de Paraty, Angra dos Reis e Ilha Grande, houveram passagens por Ilha Bela e Ubatuba, explorando-se todas estas regiões. Tenho estado no barco 6 vezes por ano em periodos de 12 a 20 dias sempre subindo em direção ao Nordeste, sem pressa e sem muito planejamento. Este site, mais do que um meio de divulgação, é principalmente um seguro arquivo pessoal. Uma curiosidade: moro em Cuiabá, capital do Estado de Mato Grosso e centro geodésico da America do Sul, portanto estou em um dos pontos mais distantes do mar de todo o continente. Bem vindo a bordo, bons ventos e boa navegada. Fernando Quaresma

terça-feira, abril 22, 2003

A Volta do Bebeto, o Jhonny, o Eliseu, os Golfos...

O Veleiro Champagne esteve de novo navegando pela Ilha Grande e Paraty. Mais uma vez uma ótima viagem sem imprevistos com o Champa nos dando novamente o prazer de estar embarcado. Estivemos em dois na Ilha Grande e em quatro amigos na região de Paraty. Eu e o Bebeto que ha tempos não navegávamos juntos revivemos as grandes passagens nossas pelo Champa. O Eliseu e o Jhonny, amigos que nunca tinham vindo a bordo gostaram e se adaptaram muito bem a bordo. Entre dias de sol e chuvosos, muito contato com a natureza, aventuras culinárias e muita conversa, fizemos uma ótima viagem que esta descrita em detalhes no diário de bordo logo abaixo. Boa navegada.

DIARIO DE BORDO

1º dia § Chegada em Paraty O trajeto Cuiabá-Paraty foi sem novidades. Só atrasei a chegada porque o ônibus das 8hs já estava cheio e então tive de esperar os da 12:15hs chegando em Pty as 17:30hs. Deu pra curtir o final de tarde e jantar com o Aero do Paz Verde um macarrão com atum, as únicas coisas que tinham a bordo. Tomamos umas águas tônicas com algo que eu supunha que era Vodka e depois descobri que era uma aguardente de 3ª com essência de Lima: rendeu-me uma puta dor de cabeça na manhã seguinte.

2º dia § Paraty Pulei cedo e fui as compras. Voltei e arrumei minha bagagem, as comidas, as varias Bavárias e troquei o óleo do barco. No final de tarde chegou o Bebeto vindo de Natal que voltou a ser sócio no barco depois de ter que abandonar por algum tempo o Champa. Chegou dizendo: “Venci a lei da gravidade Fernandinho”, uma festa, muito bom te-lo de volta. Jantamos no barco na companhia do Aero que descreveu suas inacreditáveis aventuras amorosas. Rimos muito. Choveu a noite e dormimos muito bem.

3º dia § Paraty – Abraão/Crena (Ilha Grande) Dia de zarpar com as atividades de sempre: navegação, preparação do barco, abastecer gelo e diesel, preparar o rango, etc. Saímos lá pelas 12:00hs com céu claro e mar liso. Navegada tranqüila com um visual lindo do mar e do continente, muito papo, comidinhas e bavaaarias. Conseguimos velejar 3hs em um trajeto de 34.2MN em 6:45hs chegando ao Abraão já de noite. Velejada com vento de alheta deliciosa, eu e o Bebeto que ha mais de dois anos não navegávamos juntos curtimos muito. Muito boa a sensação de voltar a Crena depois de uma navegada tão tranqüila com uma velejada de sonho. Choveu a noite, nem desembarcamos e dormimos muito bem depois da janta. Sempre acho que a viagem melhora muito a partir do 3º dia. Embora consiga me desligar totalmente já quando eu piso no avião, é a partir daqui que eu já desacelerei da vida em terra e já me readaptei a vida a bordo. A vida em terra torna-se rapidamente algo distante.

4º dia § Crena/Abraão Pela beleza e diversidade, a Ilha Grande nunca cansa, e, estar de volta na Crena é um grande prazer, não me canso de achar esta ancoragem divina. Depois de fazermos uma faxina geral saímos para trilha do Abraão-Lazareto-Aqueduto, já descrita com detalhes em outro diário. Na Revista Náutica de janeiro, saiu um artigo meu sobre uma idéia que estou desenvolvendo sobre um sistema de informação meteorológica via VHF que pretendo apresentar no próximo simpósio de segurança náutica que acontecerá em setembro. Durante o trajeto da trilha eu e o Bebeto conversamos muito a respeito disto e ele acrescentou algumas idéias. Na volta paramos na vila e ficamos tomando cerveja e comendo casquinha de siri, curtindo a chegada do pessoal nas balsas e escunas que vem do continente. Era sábado e o movimento estava intenso. Existe em frente ao bar, umas mesas e cadeiras publicas de cimento, é ali o melhor local para tomar umas, e eu fazendo às vezes de garçom para não perder o vicio do trabalho. Conhecer novos locais é muito bom mas ha algumas vantagens de retornar a locais já explorados: com o tempo, cria-se uma rotina de pequenos e certeiros prazeres, alem do mais sabe-se onde comer, comprar comidas, telefonar, etc. Voltamos ao barco e fizemos uma janta caprichada. Por ser sábado, a intenção era voltar a vila para curtir a noite, mas estava um vento quente estranho com muitos relâmpagos e resolvemos ficar no barco. Veio a chuva e o papo foi rolando, fomos dormir depois das duas da manha. Grande dia.

5º dia § Crena – Pouso (Enseada de Palmas) Amanheceu com um céu pesado. Ao contrario do que acontece no inverno, mesmo com tempo fechado e chuva, a temperatura não esfria. Fomos a pé na vila acessar a Internet e fazer algumas compras, da Crena ao Abraão são quase 2km. Partimos para a enseada de Palmas e jogamos ferro na praia do Pouso em um trajeto de 5.06MN em 1:00h no motor. Desembarcamos para almoçar no bar do Sergio e vencemos a noite criando polemica sobre uma casa que estou construindo, eu já meio bêbado defendendo os meus pontos de vista fiz o Bebeto dar boas risadas. Nesta noite pintou uma lua cheia clara e linda, o Bebeto fez um ensaio fotográfico da lua e mesmo com as limitações da maquina as fotos ficaram interessantes. De madrugada pintou um vento meio chato que me pos de plantão no poço por quase uma hora.

6º dia § Palmas e trilhas de Lopes Mendes Partimos para a trilha de Lopes Mendes com o tempo fechando e eu achando que o clima iria melhorar. Que nada, para o lado do mar havia um céu negro assustador o que deu um visual maluco naquela enseada lindíssima. Brincamos feitos crianças com os caranguejos e as gaivotas na praia. Começou a chover e voltamos pela trilha do interior da ilha. A chuva aumentou e a trilha virou um riacho. Com o céu muito pesado, chuva e vento numa trilha deserta e com enormes arvores, o ambiente ficou sombrio, assustador e lindo. O Bebeto que é magro, passou muito frio. Chegamos ao Pouso totalmente ensopados, com frio e com muita fome depois de mais de duas horas embaixo de uma chuva muito forte. Como estava um tempo feio, o Bebeto continou a ler o livro “Uma viagem para loucos” e eu fiquei caçando o que fazer. Entre arrumações, limpeza e consertos tive 6hs de atividade. Eu nem percebi, foi o Bebeto que me alertou do tempo. Com tanta chuva, todas as goteiras do barco deram as caras e a cama do Beto ficou ensopada, ta na hora de passar silicone em tudo. Depois da janta pedi a opinião do Beto sobre a seguinte idéia: tenho pensado em levar o Champa para passar uns dois anos no lago do manso em MT, durante este tempo eu reaparelharia o barco perto de casa para seguir a viagem rumo ao nordeste. O Beto achou isso uma tremenda heresia (para não dizer pior) e criou-se a polemica. Ele com a sua poderosa retórica e com o poder de veto de sócio, criou inúmeras soluções e formulas para que o Champa continue no mar, alias a real vocação do barco. Entre cervejas e caipirinhas o papo seguiu noite adentro até de madrugada, muito divertido.

7º dia § Palmas – Bar do Lelé (praia de Ubatubinha no Sitio do Forte) A Chuva que havia começado na noite de anteontem com poucos momentos de trégua, continuou por toda a manhã: quanta água São Pedro!! Seguimos embaixo de garoa e mar liso rumo ao Lelé em uma singradura de 14.1MN em 3:08hs, velejando só um pouco já na chegada. Sinalizamos ao Lelé e pegamos uma poita que estava vaga. Desembarcamos para ver o Lelé, comer os pastel e tomar umas latinhas. O tempo clareou um pouco e tomamos banho de mar e de água doce no chuveirão que fica na praia. Demos comidas aos gansos que se aproximam ao barco e ficamos observando os 8 veleiros (07 estrangeiros) que estavam nesta ancoragem, o champa tava parecendo um fusquinha ali, mas tava todo orgulhoso. Havia sete crianças e 2 cachorros dos outros barcos em um veleiro francês, inclusive uma que andava de gatinho pondo a mulher que cuidava deles louca. Foi lindo vê-los embarcar no bote para ir a praia, o mais velho deles deveria ter uns 8 anos. No final da tarde chegou um fast 26 com um casal, que também estavam em Palmas e, curiosamente, a mulher só punha a cabeça pra fora do barco na gaiuta e raríssimas vezes saia muito rapidamente ao poço. Ficamos analisando as divertidas possibilidades daquela sinistra situação. A tranqüila água da baia nos deu uma noite de sono pesadíssimo. 8º dia § Lelé – Ilha da Longa – Saco da Longa. Pela manha desembarcamos um pouco e consertei um pequeno vazamento de diesel que ha dias tava deixando um pouco do combustível no porão causando cheiro quando motorávamos. Saímos em direção a Ilha da Longa para um esnorquel. Como o gelo havia acabado ha dois dias, compramos umas Skol com gelo a R$ 2.50 em uma das escunas que pararam ali, foi uma correria divertida pegar uma caixa térmica antes que a escuna partisse. Com o dia não muito claro, o mergulho foi um pouco ruim. Precisávamos de gelo e o Beto de cigarro, então seguimos para o Sc da Longa onde existe uma vila de pescadores e dois pequenos bares. Pegamos gelo com os pescadores e cigarro no bar tomando uma chuva fria que chegou forte. A noite a lua cheia chegou com tudo azulando o saco. Batemos uma sopa com comidas que vinham sobrando e quando o Beto dormiu eu fiquei curtindo aquela noite muito clara ouvindo um jogo do Santos no radinho de pilha deitado no convés: 3 x 0 pro Peixe. Peguei no sono e acordei com o frio do sereno me molhando. O Sc da Longa é uma comunidade evangélica e tem uma igreja de um tamanho desproporcional ao da vila. Ouve-se o sermão todo na tremenda acústica que o saco proporciona e é surreal ouvir falar tanto de pecado em um local que parece um paraíso. Teríamos que voltar a Paraty para receber os amigos Eliseu e Jhonny que vinham de Cuiabá, mesmo porque já tava acabando tudo no barco. O trajeto Lelé/Ilha da Longa/Saco da Longa foi de 3.71MN em 52MIN.

8º dia § Saco da Longa – Paraty Depois de um forte café da manha e das arrumações, partimos para Pty em um mar liso e dia claro. No meio do caminho, cruzamos com um cardume de golfinhos adultos, o Beto foi em direção deles e retornou varias vezes para os local que eles estavam. Foi um momento mágico: deviam ter mais de 20 e eles cruzavam a proa do barco com vários outros acompanhando pelas laterais e dando pulos. De tão perto ouviamos até a respiração deles, vez por outra sumiam para reaparecerem em seguida fazendo acrobacias; demais. Seguimos a singradura e encontramos outro cardume, desta vez de golfinhos mais jovens e bem menores. Chegamos em Pty e amarramos o champa na poita depois de 23MN navegadas em 4h30m e logo na chegada recebemos a visita do Aero. Nos apressamos em dar uma geral no barco para receber o Jhonny e o Eliseu. Na chegada o contraste foi grande: eu e o Beto relaxados e curtidos depois de 8 dias de mar e eles ali todos vestidos. Fomos pega-los no bote e logo eles se enquadraram. Era a 1ª vez que vinham a Pty e ao Champa. A partir daqui começa uma nova fase na viagem. É muito bom mostrar aos amigos este mundo que é estar em um veleiro e desfrutar tudo o que ele oferece, por isso eu e o Beto planejamos bons passeios, já que conhecemos bem a região. De cara fomos a Pty de táxi para comer, passear e fazer compras. Depois de vários dias cozinhando, sentar em um restaurante é um prazer tremendo, comi como um animal. Saímos batendo perna e tomando um chopinho aqui, outro ali... Gosto muito de Paraty, e ver o espanto e a admiração de pessoas que nunca estiveram aqui é um momento a mais de felicidade. Depois de uns chopinhos no Coupe, corremos para pegar o mercado aberto, mas não deu, o jeito foi improvisar as compras em uma venda e deu certo. Voltamos à parte histórica da cidade e sentamos num bar bem da entrada que eu nem sei o nome. Senta-se nuns bancos que são uns obeliscos de pedra deitados e se pega o chope no balcão. Ficar ali olhando o movimento é um programão e na hora da fome se pega uns espetinhos feitos ali na calçada mesmo. Tivemos a companhia de uma moça com uma filhinha que era uma graça e nos fez dar boas risadas. Paraty com muitos restaurantes e barzinhos transados e nós ali, tomando chope e comendo espetinho sentado em uma pedra na calçada, eu prefiro. O Eliseu remendou: “Viemos comer churrasco na pedra”. Voltamos a marina já tarde e ainda tomamos banho na piscina. Já embarcados, preparamos o Champa para acomodar todos. Em dois é fácil, coloca-se as bolsas de viagem na cabine de proa e ali vira “zona livre”, zoneia-se aquele espaço com as malas e outras coisas e mantem-se o resto do barco organizado. Já em quatro a coisa muda porque todos os beliches são usados para dormir: de noite acomoda-se as bolsas por cima da mesa de navegação e da bancada da cozinha e cada um ocupa um beliche. No Champa dorme até 6, desde que dois casais. Pela manha as bolsas voltam para trás dos encostos e para a proa para manter a área comum e os beliches que voltam a ser sofás para uso de todos. De noite começa tudo de novo. 9º dia § Paraty – Praia Vermelha – Ilha Comprida – Ilha da Cotia Acordamos cedo, zarpamos e o Jhonny preparou uma quase omelete no meio de caminho. Dia claro, mar liso e eu e o Beto fomos dando algumas explicações e mostrando as ilhas e enseadas da região. Paramos primeiro na Praia Vermelha e como ainda era bem cedo a praia estava deserta, apenas nos três bares da praia alguns funcionários arrumavam algumas mesas para esperar as Escunas e Traineiras que chegam por volta das 11hs. Seguimos então para a Ilha Comprida para um esnorquel. Ali já se encontravam alguns barcos, inclusive um grupo para mergulho autônomo. Enquanto os três caíram na água, preparei umas comidinhas e fiquei ouvindo um som da mais alta qualidade. Alias a seleção de discos que levei nesta viagem foi especial. Na volta deles, preparamos o barco e saímos para velejar no vento que estava entrando. Velejada sensacional em todas as direções para mostrarmos todas as mareações para o Eliseu e o Jhonny. A curiosidade, o espanto e a curtição de marinheiros de primeira viagem ao segurarem a roda de leme é um prazer a mais, nessas ocasiões sempre observo a expressão no rosto destas pessoas e lembro das minhas primeiras velejadas pelas águas de Maceió. Fomos dando bordos à toa e depois de um contravento no canal de Paraty Mirim rumamos para a Ilha da Cotia, jogando o ferro as 14h30min em 3H09MIN com 14.7MN navegadas com umas 1h30min na vela. Desembarcamos com o tempo nublando e descemos para tomar umas no bar do Damião mas, como o bar estava fechado pegamos nossa cerva e alguns frios e fizemos a nossa “farofa” nas mesinhas de madeira. O Damião que chegou por lá mais tarde, havia deixado um cachorro preto de raça muito manso e divertido por ali. Brinquei muito com o cachorro nas areias da praia o que rendeu muitas risadas de todos. Estou pagando mico até hoje, a pergunta é: “E ai Fernando, tá com saudades do cachorro?”. Quando a chuva apertou fomos para dentro do bar, o que nos causou um certo desconforto com a chegada do Damião que depois de nos identificar como tripulação do Champa relaxou. Voltamos ao barco passando frio. Caiu a noite e como entrada fiz lingüiça com farofa e pão muito bem apresentados e depois um macarrão com molho de frango muito demorado, não é nome de prato não, é que demorou mesmo. Rolou um interessante papo sobre Cuiabá e as pessoas de lá, foi muito divertido. Comemos muito e depois da janta saímos ao poço e eu fiquei baforando um cachimbo que o Eliseu me trouxe de presente. Por coincidência eu estava com vontade de me iniciar nas artes do cachimbo que dizem os inciados é uma boa companhia. Como eu não fumo, acho que baforei demais e fiquei meio mal, pareceu pressão baixa e depois de um tempo suando frio peguei no sono e dormi duro. Graaande dia.

10º dia § – Ilha da Cotia – Engenho – Jurumirim – Paraty Saímos da cama com o tempo chuvoso e rumamos ao Engenho, embaixo de uma garoa forte. Ficamos por ali com o Jhonny nos fazendo rir muito tentando imitar um golfinho. Desembarcamos e seguimos a trilha rumo a Jurumirim, mas no meio do caminho havia uma enorme arvore caída que impedia a passagem. Voltamos, fomos a roda de engenho que tem por ali e almoçamos um bom peixe no restaurante e voltamos a Paraty. Como no dia seguinte iríamos embora, e tínhamos alguma pressa de estar em Paraty para o Jhonny e o Eliseu conhecerem a cidade de dia, desde de manha abandonamos a organização do barco. Fomos assim deixando as coisas meio largadas, a louça suja e é incrível como muito rápido o barco vira um caos. Na chegada desembarcamos e depois de um banho decente seguimos para Pty. Andamos por todo o centro histórico indo curtir o por do sol no cais, mostrei a eles as melhores fachadas da cidade. Jantamos e o Bebeto pegou o ônibus para São Paulo. Dai nos três fomos de bar em bar terminando a noite no Bar 33 onde estava rolando uma boa musica. Chegamos de volta depois das 4.30hs e o Jhonny ainda fez farta distribuição de cerveja e petiscos aos peixes chamando o huuuugo.

11º dia § – Paraty e saída Sempre reservo um dia ou algumas horas antes de ir para mexer em algumas coisas no barco, mas desta vez não deu tempo. Apenas retirei o forro de um dos estofados como modelo para se fazer novos, os atuais que acredito sejam os originais estão muito feios. Em meio a bagunça que se instalou cada um garimpou as suas coisas e depois das malas prontas seguimos no ônibus das 13.40hs rumo a São Paulo chegando de noite na rodoviária. Eu segui para a casa de minha mãe em São Bernardo do Campo e eles ainda passaram uns dias em SP. Eu segui para Cuiabá no dia seguinte. Fizemos uma grande viagem. Eu que nos últimos dois anos na maioria das vezes estive sozinho no barco curti demais as companhias e o retorno do Bebeto. O Jhonny e o Eliseu se adaptaram muito bem a bordo e já estamos planejando uma viagem mais demorada em breve. O Jhonny me prometeu a sua versão do diário de bordo e assim que ela estiver pronta atualizarei o site com ela.

Obrigado a todos

Bons Ventos.